Com lume no peito | Retiro de Leigos no Norte

Com lume no peito, fazemos memória dos momentos que foram de “Céu aberto” para este grupo dos
Luzeiros de Santa Maria que terminou o seu retiro, bem como todos os que tiveram a oportunidade de
a eles se juntar para um tempo forte de encontro com o Senhor que passa.

Foi assim que, nos dias 25 a 27 de outubro, 29 pessoas deixaram as suas casas e foram até uma Terra
Desconhecida
, Casa do Oásis, em Ermesinde, para participar neste retiro orientado pelo Pe. Ivo Santos,
pároco de Évora de Alcobaça e Turquel. 

Os Mistérios Luminosos da Vida de Jesus marcaram o caminho interior realizado nestes dias. Destes
mistérios irradiam um excesso de Luz da Vida de Jesus, luz essa que brilha na vida e nas atitudes de um
Luzeiro de Santa Maria.  

A partir do mistério do Batismo de Jesus, fomos convidados a rezar o nosso próprio batismo com a certeza
de que, nele, acontece o mesmo que aconteceu com Jesus: o Céu abriu-se e o Espírito Santo desceu
sobre Ele... e uma voz, vinda do céu dizia: Tu és o Meu Filho muito amado
. Então, desde o nosso
batismo, o Céu abre-se para nós, e a nossa vida passa a ser para o céu; a nossa vida é para a
eternidade. 

Na tarde de sábado, fomos convidados a subir à “sala de cima”, à Capela, onde cada um de nós tinha, à
sua espera uma carta da parte de Deus com o seu próprio nome. Nela, o Pai nos dizia:  Meu Filho que
estás na Terra, preocupado, confundido, desorientado, solitário, triste, angustiado... Eu conheço
perfeitamente o teu nome, chamo-te com toda a ternura, abençoando-te, porque te amo.
AMAR-TE-EI ATÉ AO FIM...

Momento forte foi também a vigília de adoração onde, escutando passagens da vida de São Francisco Marto,
com ele, aprendemos a ser também uma luz acesa na noite da humanidade. 

No domingo, refletindo sobre a Instituição da Eucaristia, rezávamos sobre a elevada medida do amor de Jesus,
um amor que ama até ao limite, até lhe faltarem as forças. O Pe. Ivo recordava-nos que, na Eucaristia, Jesus vai
até ao fim no Seu Amor por cada um de nós, porque o amor para ser autêntico e verdadeiro tem de ser purificado,
tem de ir até ao ponto “em que dói”. 

No final deste tempo forte de silêncio, fomos enviados às nossas casas com as almotolias cheias de azeite para
que, não só a luz da nossa fé não se apague, mas seja uma pequena candeia que ilumina e dissipa as trevas
dos que se vão cruzando nas nossas vidas. 

Foi belo presenciar o rosto feliz e sorridente de todas estas pessoas que se iam despedindo das Irmãs e do Pe. Ivo,
pessoas que trazem a sua história, mas que, por carisma, saem deste retiro capazes de levar o sorriso e o
abraço de Deus que se inclina sobre nós com ternura de Mãe.    

Cidália Machado, asm

 O retiro pelas palavras de quem o viveu: Testemunho do Sr. José Rocha, Luzeiro de Santa Maria