IV Domingo do Advento

O Evangelho deste último domingo do advento convida-nos a acolher com confiança os desígnios de Deus
na nossa vida, como refletimos na vida de S. José. Também José, homem bom e justo, esperava a vinda
do Messias, mas a resposta a este advento constante foi dada de forma inesperada e surpreendente.  

Como poderia ele aceitar Maria por esposa? A bondade do coração de S. José atraiu a graça de Deus que
em sonho lhe dissipa a dúvida e o faz guardião da Filha de Sião e do Salvador esperado. José torna-se
instrumento fiel ditando com a sua entrega humilde e disponível que a obra é de um outro Pai – o seu Deus
de Quem ele depende e de Quem tudo espera. 

Algo muito parecido acontece em Fátima: à pergunta de Nossa Senhora: "Quereis oferecer-vos a Deus?",
tal como José, Francisco, Jacinta e Lúcia respondem "sim queremos", sem entender muito bem do que trata.
Na sua simplicidade de almas de criança, tornaram-se totalmente disponíveis ao plano de Deus. 

 

O Evangelho diz que José "fez como o anjo lhe ordenara e recebeu Maria por esposa." Recebeu Maria na sua
vida; deixou que esta jovem e delicada Mulher fosse para si, o que foi, mais tarde para Lúcia e o que é para
nós hoje: "o caminho e o refúgio até Deus". Pela Virgem Maria e com Ela, José contemplou Aquele para quem
apontou sempre a sua vida. Não será Ela também Aquela por Quem nós poderemos contemplar 'o menino que
nos será dado?' Não será Nossa Senhora o nosso caminho e refúgio para Deus? Desta bela Senhora e de S. José
aprendemos o que significa dar o protagonismo da nossa história a Deus, sabendo-nos sempre seguros e olhados
por Deus que nos visitará como o "Sol nascente". 

Brittany Culver, asm